14 May 2005

O teatro da vida

Dizem que havia um cego sentado na calçada em Paris, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira que, escrito com giz branco, dizia: "Por favor, ajude-me, sou cego".

Um publicitário, da área de criação, que passava por ele, parou e viu poucas moedas no boné. Sem pedir licença, pegou no cartaz, virou-o, pegou no giz e escreveu outro anúncio. Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi-se embora.

Pela tarde, o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia esmola. Agora, o seu boné estava cheio de notas e moedas. O cego reconheceu os passos e perguntou-lhe se tinha sido ele quem reescreveu o seu cartaz, sobretudo querendo saber o que tinha escrito ali. O publicitário respondeu: "Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio mas com outras palavras". Sorriu e continuou o seu caminho.

O cego nunca soube mas o seu novo cartaz dizia:
"Hoje é Primavera em Paris e eu não posso vê-la".

Mudar a estratégia quando nada nos acontece pode trazer novas perspectivas. Temos sempre de escolher a forma certa de comunicarmos com as pessoas. Não adianta simplesmente falarmos, antes precisamos de conhecer a melhor mensagem para tocarmos e sensibilizarmos as pessoas.

Tenham uma boa semana e não se esqueçam que...

"A VIDA É UMA PEÇA DE TEATRO QUE NÃO PERMITE ENSAIOS. POR ISSO, CANTE, CHORE, DANCE, RIA E VIVA INTENSAMENTE ANTES QUE A CORTINA SE FECHE E A PEÇA TERMINE SEM APLAUSOS."
(Charlie Chaplin)

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