21 February 2005

Hoje


Hoje
vai ser
um dia
diferente.
Ela vai levantar-se do espírito dormente.
Vai erguer-se dos momentos perdidos e da morte,
Vai sorrir e perdoar a perspicácia da má sorte.

Hoje ela vai vestir-se de encarnado.
Vai viver e amar a tristeza do seu fado.
Irá rir-se, com os outros, da cor da sua ironia.
Ela vai beber o sangue que suporta cada dia.

Hoje ela vai resgatar o nosso tecto.
Ela vai morrer gritando num diferente dialecto.
Andará sobre o oceano das coisas que já não sente.
Hoje
vai ser
um dia
diferente.


Leonor, 20-02-05

2 Comments:

At 21/2/05 20:57, Anonymous Anonymous said...

rapariga, uma vez mais digo-te que a Sophia de Mello Breiner deve-te estar a invejar o couro! a serio rapariga tens um talento enorme! conservao, e mais do que isso...aproveitalo!

 
At 22/2/05 17:54, Anonymous Anonymous said...

Leonor:
Tá mt bonito. o teu poema. E, sim!, espero que cada dia possa ser diferente do anterior... e de preferência, que seja melhor, não é? bjinhos!

 

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