Carta (excerto)
Desculpa se mudei. Não fui eu que quis. Acho que cada vez menos entendes o que estou a sentir todos os dias. Cada vez menos vejo em ti a tentativa de ajudar.
(...) Olho para ti e vejo que tens medo. Vejo que sabes que vais perder tudo aquilo a que davas mais valor – e se calhar a culpa não vai ser só dos outros, como estás habituada.
Não, não peço desculpa. Seria rebaixar-me ao mais baixo nível de humildade: Eu não sou assim.
Ficas aí? Está bem, então eu fico aqui. Nunca fui de andar atrás de ninguém, até porque acho isso ridículo.
Sempre pensei que ser amigo era dar o braço a torcer... mas valerá a pena?! Fazer felizes os outros quando nos sentimos uma miséria. Não me parece bem.(...)
Anónimo

1 Comments:
está perfeito.
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