22 February 2005

Tecer mentiras para sublinhar
verdades.


Contar histórias, engolir lágrimas.

Fugir com o medo no bolso.


Sabes que mais?


Estou mesmo farta. Preciso de sonhar como toda a gente e não posso. Enfiaram-me num buraco pois sou diferente. Fecharam-me numa jaula e deixaram os meus gritos ecoar na sala vazia, no universo encaixado entre óculos e guarda-chuvas nos perdidos e achados de algum sítio público e infectado.

Com sofreguidão, sugo as últimas moléculas de óxigénio do teu beijo.


Fico à espera e alguém. Não sei de quem, mas está atrasado.

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